Quem eu sou?

Eu sempre fui uma pessoa sonhadora. Na minha infância, quando praticamente faltava a comida básica, restando apenas um pouco de arroz cozido na água e sal, eu sorria
imaginando que um dia eu rodaria o mundo com as histórias fascinantes que eu contaria em meus livros. Eu costumava escrever histórias fantásticas e poesias em meus cadernos velhos, nas horas em que eu passava no mundo da imaginação, onde tudo, absolutamente tudo era possível. Ali, eu também tentava imaginar todo tipo de situações do que eu poderia fazer para ajudar a minha família. Nessa época, eu tinha menos de dez anos de idade.

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Eu sonhava também em estudar Psicologia. Eu acreditava de todo o meu coração que tínhamos vindo aqui para ter uma vida incrível, eu só ainda não sabia exatamente o que eu iria fazer para ter a minha dessa forma, mas eu tinha certeza absoluta de que eu faria isso acontecer. Eu teria a vida plena que eu vim aqui para ter.

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Aos 14 anos, eu saí de casa pela primeira vez. O sofrimento dos anos pesava em meus ombros cansados de uma luta que parecia infinita. Ainda me lembro de olhar minha mãe na rodoviária daquela pequena cidade onde parecia ter sido abandonada pela sorte, e seus olhos vermelhos pelas lágrimas que rolavam, me dizia: Eu confio em você, minha filha. Vai com Deus! Eu me segurei para não chorar, me fiz de forte. Esse era um papel que eu fazia com constância na minha família.

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Agora no ônibus, deixando para trás minha cidadezinha, eu podia permitir meu peito arrebentar em lágrimas. Minha mãe sempre me apoiou e me incentivou a buscar os meus sonhos.
 

O meu plano era simples: eu chegaria à cidade próxima e pediria um trabalho num supermercado, e foi exatamente o que fiz.
 

No maior supermercado da cidade, eu parei e perguntei por emprego. Rapidamente eu estava trabalhando na casa da dona do mercado. Durou apenas um mês, pois me vi dentro de uma escravidão e assédios constantes do filho da senhora. Diante disso, voltei para minha minúscula cidade no interior do Espírito Santo.
 

A vida continuava extremamente difícil, tinha dia que tinha dinheiro para comida e tinha dia que não tinha nada. A comida muitas vezes era escassa, e o aluguel atrasado implicava em termos que nos mudar com constância. Eu fiz alguns trabalhos nesse meio tempo, desde babá, atendente e vendedora de loja, e às vezes quando meu pai pescava, eu vendia peixe de porta em porta para os vizinhos do meu bairro, e etc... Assim, conseguia algum dinheiro para ajudar em casa.

Aos 16 anos eu saí de casa mais uma vez e me mudei para Vitória, Espírito Santo. Como eu não tinha dinheiro para nada; fui de carona num caminhão. Em Vila Velha, capital de Vitória, eu enxerguei possibilidades de crescer.

Você pode estar se perguntando: Como ela fazia isso? Como conseguia emprego? Eu simplesmente olhava o jornal ou batia nas portas à procura; eu fazia a mesma coisa para encontrar um lugar para morar.

Logo, eu estava em dois empregos, atendente de um escritório, garçonete num bar, e alguns bicos de fim de semana que incluía barracas de cachorro quente, etc... Eu estudava a noite num colégio público. Era cansativo, mas eu tinha dinheiro para as despesas básicas.

Eu tinha 18 anos, quando tomei a decisão que mudaria para sempre minha vida. Eu decidi que eu havia vindo a esse mundo para brilhar. Eu tinha algo especial que eu queria passar para as pessoas; eu sentia um imenso poder dentro de mim me guiando, eu via esse mesmo poder dentro das outras pessoas. Eu era do tipo que mesmo com todos os problemas eu mantinha uma positividade contagiante. A minha vida sofrida não refletia meus modos, embora eu chorasse às vezes, especialmente em minha tenra infância quando a escassez gritava em minha casa e a pobreza fazia moradia por lá. Eu tinha uma convicção desde criança que eu havia vindo aqui para realizar grandes coisas, e que fazendo isso, eu ajudaria muitas pessoas a também brilharem. A sensação era de estar constantemente vivendo dentro de um mundo especial e único na minha cabeça; eu vivia no mundo dos sonhos. Eu
andava pelas ruas apreciando os detalhes das coisas bonitas, como os pássaros livres a voar, o céu iluminado com o sol brilhante, a arquitetura, os casais conversando e etc... Eu via beleza em todo lugar, e isso era a minha salvação desde criança para não sucumbir a aquela realidade de pobreza e sofrimento temporários que existia desde que eu nasci, mas eu sabia que essa fase era transitória.

Então aos 18 anos, depois de perder meus dois empregos ao mesmo tempo; numa bela tarde, a caminho da praia em Vila Velha, eu encontrei o meu próximo destino num cartão postal: Rio de Janeiro. Naquele ano minha família também havia se mudado para Vila Velha, e eu estava morando temporariamente com eles.

Naquele mesmo dia à noite, movida por um forte impulso interno, eu decidi partir. Essa despedida foi a mais difícil para mim, eu sabia que algo estava acontecendo ali dentro de mim, eu estava mudando muito. Eu sempre fui muito apegada e protetora dos meus dois irmãos mais novos; eu sonhava em dar uma vida boa para minha mãe e para eles. O momento mais doloroso para mim foi me despedir deles. Minha irmã caçula de 9 anos, eu a amava como uma filha desde que ela nasceu, com o meu irmão eu tinha uma conexão especial de trocas, uma amizade onde falávamos sobre tudo... Meu irmão sempre teve uma mente brilhante... Na despedida, eles choravam e eu também. Mais uma vez eu contei com o apoio de minha mãe, que mesmo apavorada com a minha decisão de partir assim para o Rio de Janeiro, uma cidade grande, sem conhecer absolutamente ninguém e com apenas uns R$300 na conta, e um cartão postal como referência; mas ela acreditava em mim. Eu disse a ela: Mãe, eu estou indo embora para o Rio de Janeiro, vou fazer minha vida acontecer e vou ajudar vocês.

Dentro do ônibus durante aquelas oito horas, minha ficha caiu a respeito de minha decisão completamente louca de ir para uma cidade grande, como o Rio de Janeiro, sem conhecer ninguém. Eu olhava a escuridão da noite lá fora, e ao mesmo tempo em que eu sentia um fogo dentro de mim que me aquecia e me dava esperanças, eu também sentia medo, inseguranças e ansiedades. Não havia nem espaço para chorar. Tudo que eu sabia, era que eu precisava dentro de uma semana conseguir emprego para me sustentar, pois eu só tinha dinheiro para comer e pagar um aluguel no máximo por uma semana. Então, nessa hora eu simplesmente usei a minha fé em mim e na Força Criadora do Universo.

O dia clareou, e eu chegava à rodoviária do Rio de Janeiro com minha mala cheia de sonhos. Eu era somente uma garota com um sorriso no rosto e um coração apertado de sentimentos, extremamente corajosa com um cartão postal na mão que me levou a Zona Sul da cidade. O jornal comprado na banca me levou a um quarto compartilhado com mais três pessoas, alugado a um preço de ouro, e um emprego como vendedora com uma comissão que me dava esperanças de eu me salvar em breve. No entanto, para pagar aquele aluguel, eu fiquei com pouquíssimo dinheiro para comer, por isso passei comendo aquelas coisas, as mais baratas que tinha e sem nenhum real alimento, como cachorro quente e macarrão instantâneo (miojo).

Aquela semana, eu precisei provar para mim mesma o quanto eu acreditava em mim, acredite, não foi nada fácil. Eu podia sentir medo, inseguranças, e às vezes eu até dormia chorando de solidão, mas eu precisava acordar com coragem, caso contrário, eu precisava arranjar um pouco e rápido, eu estava completamente sozinha.

Com o meu trabalho das comissões nas vendas, as coisas começaram a melhorar, assim o dinheiro começou a fazer parte da minha vida, eu pude começar a ajudar minha família, e eu fui conhecendo o Rio de janeiro e me apaixonei por ele!

Logo depois conheci o amor da minha vida, meu futuro marido e melhor amigo, foi um verdadeiro reencontro! Ele sempre apoiou os meus sonhos. Eu sempre tive sonhos grandes; desde que eu era uma criança, o mundo parecia pequeno para mim. A minha vontade de explorá-lo era o que me mantinha viva e me dava energia para me movimentar em direção aos meus objetivos. Meu marido embarcou nessa jornada comigo e ficou tudo ainda muito
mais especial.

Aos 19 anos de idade, eu estava estudando muitas coisas; a leitura sempre foi um hábito automático. Eu sempre quis saber um pouco de tudo, mas a mente humana me fascinou a vida toda. Então, fui me especializar nas mais variadas técnicas de acesso ao inconsciente, como Regressão de Memória, que se tornou meu carro chefe em meu consultório por muitos anos. A Constelação Familiar, Coach e muitas outras me agregaram muito também, e assim, realizei meu sonho de criança de me formar em Psicologia.

O dia em que entrei na faculdade para estudar Psicologia foi tão especial que minhas lágrimas desciam. Eu podia me lembrar daquela criança sonhadora e sofrida que agora realizava mais um sonho, sim mais um sonho, pois quando fiz faculdade eu já havia realizado várias coisas. Eu podia senti-la dentro de mim sorrindo e me agradecendo por tudo que eu estava fazendo.

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Na ânsia de entender a mente humana e levar algo para as pessoas, eu fiz alguns trabalhos voluntários, eu fiquei mais de três anos e meio no INCA (Hospital do câncer), no setor infantil. Passei dois anos e meio no orfanato Educandário Romão Duarte, especialmente com crianças, desde recém-nascidas até os sete anos de idade. Atuei como terapeuta de Regressão de Memória numa clínica social (adultos), por mais de três anos. Além de, sete anos na Sociedade Ramatís (uma casa de caridade na Tijuca).

Nos meus anos de atendimento, nunca fui uma terapeuta, psicóloga comum; eu sempre ia além, e os resultados eram tão incríveis que alguns clientes e pacientes diziam que eu não era desse planeta... rss ... Com tantas técnicas, ferramentas que eu criava dia após dia para os casos mais difíceis; eu então criei um método transformador, que eu o denominei: ‘’Desenvolvimento do Poder Interno’’. Nesse tempo, eu já havia tido inúmeras realizações, assim como havia ajudado dezenas de pessoas a realizarem seus sonhos, a ter uma vida de sucesso, abundância e se sentirem mais plenas. Mas como toda pessoa sonhadora, eu tinha e ainda tenho sonhos gigantes para realizar. Alguns desses sonhos já estão para acontecer, logo em breve vocês verão!

Agora era a hora de levar para o mundo algo transformador, sobre a nossa capacidade de trazer à tona o nosso mais alto Poder Interno; eu havia aplicado na minha vida e transmutado a minha história, que continuará com conquistas sucessivas, por que não existem limites para o que podemos realizar nesse planeta.

Quando olho para trás e vejo minha história, tenho orgulho dela, e constato como estou hoje, como sou feliz e realizada. Eu sinto que todos podem e devem ter uma vida extraordinária.

A minha missão aqui é SER EU, com toda a minha potência e brilho, pois assim ajudo outros a também SER TUDO que realmente SÃO.

Eu Sou! Você também É!